terça-feira, 30 de agosto de 2016

Audiência pública une atores para novo Fórum Paulista de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos

Fonte: AAO - Associação da Agricultura Orgânica - 30/08/2016 17:23



A gravidade dos impactos decorrentes do uso de agrotóxicos e os instrumentos para a atuação da sociedade sobre o tema ficaram claros na Audiência Pública “Exposição aos agrotóxicos e gravames à saúde a ao meio ambiente”, realizada em 29 e 30 de agosto na Faculdade de Saúde Pública da USP.

Uma variedade de atores do Ministério Público Federal, Conselho de Secretários Municipais de Saúde, pesquisadores e representantes das organizações que atuam em prol da agroecologia, como a AAO – Associação de Agricultura Orgânica reafirmaram o compromisso de trabalhar por um novo modelo produtivo, que não implique em danos à saúde e ao meio ambiente como os do atual o modelo do cultivo monocultor, baseado no uso de agrotóxicos e substâncias químicas.

E como principal resultado do encontro, foi criado o pioneiro Fórum Paulista de Combate ao Impacto dos Agrotóxicos e Transgênicos, com representantes de diversas entidades e regiões do Estado, o qual irá fiscalizar a atuação do legislativo e buscar compromissos do poder público para uma verdadeira segurança alimentar e nutricional,

“Estamos vivendo hoje uma ‘guerra tóxica’ e como cidadãos devemos nos responsabilizar pelo que está acontecendo, buscando divulgar os dados aqui expostos, participar politicamente das decisões e, finalmente, buscar a alimentação sem agrotóxico. Por que nos alimentamos sempre segundo os padrões internacionais, por que não buscamos a riqueza de nossa biodiversidade?”, indagou Susana Prizendt, do MUDA-SP e da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida.

Entre os estudos apresentados, foi possível saber que há presença preocupante de glifosato, substância comprovadamente cancerígena, na água do abastecimento da população. Aliás, pesquisas mostraram que há uma epidemia de câncer no país, com cerca de 600 mil novos casos em 2016, sabendo-se que 90% deles têm causas ambientais e não genéticas.

A professora Marcia Sarpa de Campos Melo, da Unidade Técnica da Exposição Ocupacional, Ambiental e Câncer do INCA, mostrou a relação direta entre agrotóxicos e queda de imunidade, com alterações celulares que levam à depressão e outros problemas sérios de saúde.

Desde 2008, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu o posto de maior consumidor de agrotóxicos do mundo, em um mercado que movimenta cerca de R$11 bilhões de reais por ano no mundo.
Categoria(s): Agrotóxicos

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Anvisa suspende lote de achocolatado após morte de criança


Parece que as coisas não andam muito bem para a turma dos achocolatados industrializados. Primeiro foi o Todynho com a bactéria e agora o Itambezinho. E agora com uma criança como vítima. Vamos repensar a alimentação das crianças pelo amor de Deus.

Nunca vou cansar de falar que nada como leite de verdade (nada de caixinha que também vive contaminado) com cacau e açúcar mascavo. Não quer leite, faz um leite vegetal, não quer açúcar acrescenta banana que adoça naturalmente. Bate no liquidificador e põe num copo bem bonito. Providencie uns canudos bem legais e faça a festa da criançada.

Não se convenceu ainda? Então leia os ingredientes dos achocolatados e veja a quantidade de aditivos químicos que tem neles.



Fonte: Exame Abril
Nicolas Gunkel, de EXAME.comSiga-me

São Paulo - A Anvisa determinou nesta segunda-feira (29) a interrupção preventiva do comércio e o recolhimento de um lote da bebida láctea Itambezinho, sabor chocolate, 200ml, fabricado pela Itambé Alimentos S/A.

O produto, que pertence ao lote MA: 21:18, deve ser retirado por ao menos 90 dias das prateleiras dos supermercados brasileiros, enquanto a agência apura possíveis irregularidades.

A medida, que consta na Resolução 2.333/2016, foi tomada após a morte de uma criança que ingeriu o produto em Cuiabá, em Mato Grosso, na semana passada.

Segundo a agência, a Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) está apurando as causas da morte e também trabalha com a suspeita de envenenamento provocado por terceiros.

Tópicos: Anvisa, Saúde no Brasil, Comércio, Itambé

sábado, 27 de agosto de 2016

A Péssima Alimentação nas Escolas e Hospitais


Fonte: Medicina do Estilo de Vida

03/12/2009 Por Dr. Alexandre Feldman · (Última Atualização: 17/10/2014)

Alimentação nas Escolas e Hospitais é Repleta de Industrializados

Retrato da Péssima Alimentação nas Escolas
Retrato da Péssima Alimentação nas Escolas

Escolas são lugares frequentados por crianças em fase de crescimento e desenvolvimento. A alimentação nas escolas precisa ser a mais densa em nutrientes possível, uma vez que será incorporada ao cérebro e todo o corpo de crianças, seres humanos em fase de desenvolvimento físico e mental, muito sensíveis a tudo aquilo que pode alterar seus hormônios, neurotransmissores e células como um todo.

Hospitais são lugares frequentados por indivíduos (inclusive crianças) doentes. A alimentação dos hospitais precisa ser a mais nutritiva possível, a fim de ajudar o organismo doente a se regenerar.

Tanto escolas quanto hospitais deveriam se preocupar ao máximo em oferecer a alimentação mais saudável possível para seus frequentadores. Alimentação nas escolas, assim como nos hospitais, é uma questão essencial – literalmente de vida ou morte.

Com tantas notícias ambíguas sobre o que é uma alimentação saudável, uma coisa é unânime para a ciência: alimentos industrializados, aditivos químicos, corantes, conservantes, emulsificantes, aromatizantes, estabilizantes, adoçantes artificiais, açúcar branco, farinha refinada e óleos oxidados não são saudáveis. Definitivamente.

E é exatamente uma alimentação baseada nos produtos acima que as escolas e hospitais oferecem: a alimentação das escolas e hospitais está repleta de bolos, bolachas, milk-shakes “químicos”, coberturas, doces de toda sorte, sucos industrializados, alimentos à base de farinha branca e açúcar refinado, ingredientes como óleos oxidados, aditivos químicos, conservantes etc.


Como é que uma escola pode ter a meta de formar indivíduos bem-sucedidos, se para ser bem-sucedido você precisa antes de mais nada ser saudável, e para ser saudável você precisa aprender a se alimentar?!!! As escolas são, ou deveriam ser, locais onde se aprendenão apenas “disciplinas curriculares para passar no vestibular”, mas muito mais sobre como navegar pela vida da forma mais saudável e menos agressiva possível ao meio ambiente. Neste sentido, uma cultura de boa alimentação nas escolas teria muito a colaborar.

Como é que um hospital pode ter a meta de recuperar a saúde das pessoas, se oferece alimentos industrializados que roubam nossa energia e prejudicam nossa saúde? Como pode a alimentação de hospitais ser repleta de “produtos alimentícios” refinados, desvitalizados, processados industrialmente?

Certa vez, troquei emails com uma nutricionista responsável pelos lanches de uma escola particular de educação infantil e ensino fundamental (considerada “boa” e cara) de São Paulo – lanches estes à base de pão francês, pão de forma, bolachas, carnes embutidas, geleia industrializada, suco industrializado, bolos, caldas, e nem sequer uma fruta fresca. Sabem o que ela escreveu diante do meu questionamento? Que prioriza alimentos naturais e não refinados em seus cardápios! É tão fácil fazer um discurso politicamente correto repleto de palavras frases de efeito! E o pior é que os pais se encantam com essas palavras e frases bonitas, esses chavões do tipo “a escola tem um olhar assim e assim sobre tal e tal tema”, “a escola tem 3 nutricionistas a cargo da alimentação” (como se isso fosse garantia de alimentação isenta de industrializados e refinados, óleos e gorduras vegetais oxidados,bebidas açucaradas etc).

Claro que todas as nutricionistas competentes que conheço ficaram tão indignadas quanto eu, quando mostrei a elas o email com essas afirmação associada àquele cardápio de lanches escolares.

Ora, a ingestão de “calorias vazias”, como as que enumerei acima, rouba do organismo das nossas crianças vitaminas do complexo B, necessárias para a absorção destas calorias vazias. Na verdade, rouba espaço para todos os nutrientes que poderiam ter sido ingeridos se não houvesse essa péssima alimentação nas escolas. O mesmo se dá para a péssima alimentação nos hospitais.

A ingestão de alimentos à base de farinha branca e outros produtos refinados está associada a um risco aumentado de obesidade e diabetes. Mais perverso ainda é o fato que eles são fáceis de pegar, comer, possuem sabor agradável e causam saciedade muito passageira.

A ingestão de alimentos à base de farinha branca também está associada a um risco aumentado de cáries dentárias.

As empresas de panificação lançam mão de toda sorte de produtos químicos no intuito de fabricar pães que atendam a uma série de aparentes conveniências, como por exemplo, prolongar a “vida de prateleira”, manter uma aparência de “frescor”, criar uma crosta bem crocante e alaranjada, tornar o processo de produção mais “confiável”, “melhorar” a textura da massa, minimizar a contaminação por microorganismos indesejáveis, etc.

Para obter essas “conveniências”, as empresas de panificação costumam lançar mão de produtos nada saudáveis, como bromatos, usados para “melhorar” a farinha e que são tóxicos porque podem interferir com o metabolismo do iodo causando problemas na glândula tireóide, além de poderem causar câncer. Sim, os bromatos estão proibidos por Lei brasileira desde o início do Século 21, mas quem garante que seu uso não ocorre de maneira clandestina? Há que se ter cuidado para que esse veneno não chegue às nossas crianças. Nem aos nossos doentes nos hospitais. E o melhor cuidado é não oferecer o pão industrializado de procedência que você não conheça ou possa garantir.

Outro exemplo são as margarinas, também conhecidas como gorduras vegetais, fontes de gorduras oxidadas e deformadas – e sim, até mesmo trans –, que podem causar toda sorte de prejuízos à nossa saúde e que são utilizadas quase que obrigatoriamente pelas panificadoras para prolongar a “vida de prateleira” de seus maravilhosos pães, bolachas, pães-de-queijo, bolos etc.

O cardápio dos lanches da maioria das escolas está excessivamente monótono. Quase todos os dias pão branco, bolacha ou bolo ( que se compõe de farinha refinada + açúcar refinado), quase sempre acompanhados de ingredientes industrializados como requeijão ou geléia – e nada de frutas frescas. Com a enorme disponibilidade de frutas frescas, in natura, que temos no Brasil, cada vez menos o cardápio das escolas tem oferecido frutas frescas!!! Mais se parece um cardápio de algum país gelado, sem muitas opções de frutas e com uma indústria alimentícia próspera que NA MINHA OPINIÃO PAUTA, SIM, as tabelas e diretrizes nutricionais que mais lhes convêm para serem seguidas por TODOS, inclusive pelo Brasil, país onde facilmente se encontram frutas in natura. De que outra forma explicar a ausência cada vez maior de alimentos in natura nos lanches das escolas? Na minha cartilha, alimentos in natura são mais saudáveis, nutritivos e adequados a crianças pequenas que “produtos alimentícios” industrializados e refinados. Cada vez mais raramente vejo frutas, muito menos um iogurte natural e integral, no cardápio de escolas e hospitais. Será que nossas crianças e doentes não precisam de probióticos no lanche?

Ingredientes Ocultos na Alimentação das Escolas e Hospitais

Todos esses pães e bolos, por sua vez, levam margarina ou “gordura vegetal” à base de óleos vegetais os mais ordinários, altamente refinados, interesterificados e consequentemente oxidados, leite reconstituído, vitamina A sintética, mono e diglicerídios (que por uma brecha legal PODEM conter ácidos graxos trans, pois apenas triglicerídiossão legalmente considerados como ácidos graxos, inclusive para fins de contagem calórica), lecitina de soja (quase sempre transgênica), benzoato de sódio (que na presença de ácido ascórbico, conservante presente em outros alimentos e também conhecido como vitamina C, se transforma em benzeno, conhecido agente cancerígeno), TBHQ ou butil hidroquinona terciária (que ativa o gene da tioredoxina, substância envolvida no crescimento celular e apoptose – Biochem J. 01/09/2006; 398(Pt 2): 269–277), aroma “idêntico ao natural” de manteiga, entre outros.

Bolachas Industrializadas nas Escolas e Hospitais

Bolachas industrializadas levam, além da gordura vegetal acima, açúcar invertido (ingrediente de altíssimo índice glicêmico que requer a produção de altos picos de insulina pelo pâncreas), xarope de milho de alto teor de frutose (que além de sobrecarregar o pâncreas satura a via metabólica da glicose, pois a frutose-1-fosfato produzida a partir da frutose por ação da frutoquinase hepática gera metabólitos a jusante do passo metabólico regulatório no nível da fosfofrutoquinase – o que significa que as vias que seriam naturalmente moduladas/retardadas por intermediários energéticos que afetam os níveis de fosfofrutoquinase NÃO são moduladas pela frutose), amido, fermento químico, lecitina de soja, enzimas como protease e alfa-amilase (produzidas a partir de microorganismos geneticamente modificados) etc.

Escolas e Hospitais Oferecem Sucos Industrializados

Sucos industrializados podem conter açúcar, fosfato de potássio monobásico, cloreto de sódio (sal), ácido cítrico, benzoato de sódio, sorbato de potássio, “aroma idêntico ao natural” da fruta, reguladores de acidez, corantes artificiais (ex: “vermelho-bordeaux”, “azul brilhante”, etc), antioxidante (ácido ascórbico) (que reage com o benzoato de sódio produzindo benzeno, cancerígeno), extrato de soja (transgênica) etc.

Geléias Industrializadas no Cardápio de Escolas e Hospitais

Geléias industrializadas podem conter xarope de milho de alto teor de frutose, carragena [cancerígeno de acordo com Environ Health Perspect 109:983-994 (2001)], ácido cítrico, benzoato de sódio, essência artificial de fruta, corantes artificiais potencialmente alergênicos, tartrazina etc.

Nitritos e Glutamato Monossódico

Salsichas e peito de peru, que podem constar no cardápio do lanche dos nossos filhos e dos nossos doentes hospitalizados, são carnes embutidas, altamente industrializadas e nada naturais que contêm nitritos (que no intestino formam nitrosaminas, cancerígenas) e glutamato monossódico.

Os Ingredientes Artificiais Interagem Entre Si

Vimos acima o caso da interação entre o benzoato e o ácido ascórbico, transformando-se em benzeno (cancerígeno). Mas saiba que praticamente não se tem idéia de todas as possíveis interações e consequências, entre tantos e tantos produtos químicos que se encontram em tantos e tantos “produtos alimentícios” diferentes.

Até que ponto se pode garantir que uma dor de cabeça crônica, uma síndrome da fadiga crônica, uma asma, uma síndrome do intestino irritável, uma alergia recorrente, uma doença autoimune, um câncer, não possam decorrer de uma sensibilidade químicaapresentada por um determinado indivíduo?

Você Pode Mudar Este Cenário!

Se as “autoridades de saúde” não estão tomando as devidas providências, isso não significa que você deve ficar aí parado. Não espere alguém fazer alguma coisa. Faça você. Leia mais. Informe-se. Estude. Questione. Dê o exemplo em casa antes de mais nada. Exija cardápios naturais, isentos de produtos industrializados, refinados, oxidados e artificiais, no lanche e/ou refeição de seu filho na escola. Junte-se a outras pessoas que pensam como você. A união faz a força. Exija cardápios naturais para seus entes queridos hospitalizados. Se uma boa parte dos consumidores exigir um determinado padrão, um segmento do mercado passará a oferecê-lo. E lembre-se que afinal, você não estará exigindo nenhum absurdo – apenas alimentos in natura nas escolas e hospitais, como carne fresca, frutas e verduras frescas, ovos frescos, enfim, alimentos que sempre estiveram associados à boa saúde desde o início da Humanidade.


Nota sobre o Dr. Alexandre Feldman: clínico-geral, especializado no tratamento de cefaléias crônicas, enxaquecas e dores de cabeça em geral. Seu tratamento envolve mudanças importantes nos hábitos e estilo de vida dos pacientes, inclusive no que comer, quanto comer, como preparar, tipo de ingredientes. Saiba mais sobre ele no link enxaqueca.com.br

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Participe do movimento pela melhora dos alimentos servidos aos pacientes em recuperação nos hospitais. Na página do Face "Comida de Hospital é alimento?, estou colhendo relatos de pessoas que passaram por esse processo para podermos pensar numa maneira de regulamentação. Participe!

A IMPORTÂNCIA DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA MEDICINA

Para quem ainda não sabe estou batalhando muito por uma regulamentação do tipo de alimentos servidos nos hospitais para os pacientes. 
Ando muito preocupada pelo grande número de itens industrializados, repletos de aditivos químicos, gorduras ruins e açúcar. Como alguém pode se recuperar com esse tipo de comida? E vejam não estou falando de hospitais públicos não, as minhas experiências foram em hospitais particulares, de ponta...
Na página do Face "Comida de Hospital  é alimento?, estou colhendo relatos de pessoas que passaram por esse processo para podermos pensar numa maneira de regulamentação. Participe!
Nadia Cozzi

Fonte: Nutrição HSD - Hospital São Domingos
5a. feira, Janeiro 30, 2014 posted by: Bruno Oliveira 


Ingerir os nutrientes de forma correta é crucial para o sucesso do tratamento médico

Muitas informações dão conta do papel que os alimentos exercem na manutenção e na promoção da saúde, ou seja, não é novidade que a alimentação adequada é responsável pelo perfeito equilíbrio orgânico. Mas, o que muita gente desconhece é o papel que a nutrição exerce quando o assunto é tratar determinada doença. Na oncologia, por exemplo, saber exatamente o que se deve colocar no prato do paciente pode ser vital para a cura do problema.

Segundo Rosione Sobrinho, coordenadora do Serviço de Nutrição do Hospital São Domingos, é fundamental que se entenda que um organismo exposto constantemente ao consumo de medicamentos necessita de um suporte ainda maior e isso é obtido por meio dos alimentos. “Em geral, as doenças se aproveitam da fraqueza orgânica para se espalharem pelo corpo. No caso do câncer este aspecto é ainda grave, pois o tumor provoca no indivíduo doente a ausência de fome”, ressalta.

De acordo com a também nutricionista, Jacqueline Galvão, devido às diversas situações e à importância da adequação alimentar, costuma-se trabalhar com o que se conhece por individualização nutricional. Ela explica que não dá para criar um cardápio geral, para pacientes com tantas especificidades. “Daí ser importante uma análise detalhada e um acompanhamento efetivo, pois, se uma dieta não está dando resultados, por não estar agradando ao paladar ou por prejudicar a absorção de um medicamento, trabalha-se com a readequação, sempre de acordo com a prescrição médica”.

Comodidade x Saúde Além de destacarem a dieta como fundamental para a saúde, as especialistas ressaltam que há alimentos que atuam negativamente, tanto no organismo de quem está doente, quanto no de pessoas saudáveis, neste último caso podendo provocar o surgimento de problemas de saúde e até do câncer.

Segundo elas, os industrializados, embora ofereçam facilidade, são um risco para quem quer se manter saudável. “Hoje em dia as pessoas tem menos tempo e se podemos fazer algo rapidamente para comer, melhor. Mas isso é um risco, pois alimentos industrializados possuem ingredientes que intoxicam o organismo”, alerta Rosione Sobrinho.


Outros exemplos de alimentos tóxicos são as frituras. “Há uma produção e acúmulo de groelina. Se consumida constantemente, essa toxina pode provocar uma lesão no estômago e levar ao câncer gástrico”, conta Rosione. Elementos cancerígenos também estão presentes em temperos e condimentos prontos. “São ricos em gorduras trans, daí são consideradas substâncias antinutrientes, ou seja, prejudicam o organismo”, ressalta a nutricionista.

Para pacientes com câncer há, ainda, o agravante da dor. Rosione Sobrinho revela que alguns alimentos tem potencial de gerar ainda mais desconforto, pois possuem a capacidade de intoxicação do organismo. É o caso dos que contém nitratos e nitritos. “Embutidos, como salsichas, linguiças e carne de sol, adoçantes artificiais e produtos diet e light, bem como bebidas à base de cola, café e chá mate não são recomendados, pois podem provocar dores ou piorar esse quadro”, diz.

Em contrapartida, alguns alimentos possuem a capacidade de melhorar o estado da doença. “Inclusive ajudando a impedir o crescimento do tumor. Entre estes estão repolho, brócolis, couve-de-bruxelas, laranja, dentre outros”, afirma a especialista. Entretanto, ela alerta que nada disso pode ser tomado como uma generalização.

Ainda sobre alimentos funcionais (os que colaboram para a saúde do organismo), as nutricionistas destacam os que são ricos em magnésio, como beterraba, abacate, banana, feijão, ervilha, peixes, ovos, dentre outros. “Sem esse nutriente, o corpo fica em desequilíbrio. No caso de pacientes com câncer, uma deficiência em magnésio pode dar margem a inflamações e a dores”, revela Rosione Sobrinho.

Jacqueline Galvão destaca que, mantendo uma alimentação correta, é possível diminuir os riscos de desenvolvimento de diversas doenças. “Você terá um fator de risco a menos, pois estará evitando a intoxicação do organismo. Por isso, além de equilibrada, quanto mais naturais forem os alimentos, melhor”, finaliza.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Deputado e veterinária defendem uso do colostro bovino na alimentação humana

Se o leite já anda fazendo mal causando tantos casos de intolerância, o que será que isso pode fazer com a nossa saúde? Provavelmente se isso for aprovado, nunca saberemos onde será usado.


Fonte: MIDIAMAX
23/08/2016

O deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) e a médica-veterinária Marina Helena Saalfeld defenderam, nesta terça-feira (23), o aproveitamento do colostro bovino na alimentação humana. O tema foi discutido em reunião técnica promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Considerado a primeira vacina natural, o colostro é uma forma de leite secretado pela maioria dos mamíferos nos primeiros dias de amamentação pós-parto. A utilização em humanos da versão bovina da substância não é, porém, permitida no Brasil.

Autora de estudos sobre os benefícios do uso do colostro bovino, Marina Helena Saalfeld comentou que a utilização do produto é liberada em diversos países. Para ela, a proibição brasileira, em vigor desde 1952, trata-se de uma medida retrógrada.

"Temos um produto com alto valor agregado e que está sendo jogado fora por causa de um decreto (30.691/52) da década de 1950. Não há justificativa para essa proibição”, disse a veterinária. “No momento em que mudarmos essa legislação, nosso agricultor, que já é tão penalizado, terá um novo produto para vender. Isso gerará empregos e aumento de arrecadação para o País”, continuou.

Segundo alguns especialistas, o leite e o colostro precisam ser manipulados separadamente para que eles não coagulem. Isso seria um dos motivos para que, na época do decreto, ele tenha sido proibido. Representantes do Ministério da Agricultura e da Anvisa, por outro lado, afirmam que a evolução do manuseio do colostro e dos equipamentos de higiene garantem sua utilização pelo homem.

Desperdício

Autor do requerimento para realização do encontro de hoje, Alceu Moreira ressaltou que o aproveitamento do colostro bovino é importante por trazer benefícios para a saúde e também para os agricultores, além de evitar o desperdício de milhões de litros de colostro anualmente.

“O mundo inteiro usa o colostro em larga escala. É um alimento de ótima qualidade, com poder de nutrição cinco vezes maior que o próprio leite normal e está sendo jogado fora. A Anvisa não libera porque o decreto não permite, e o Ministério da Agricultura não faz porque ninguém até hoje tinha pedido para mudar", comentou o parlamentar.

A produção atual de colostro bovino no Brasil chega a 1,9 bilhão de litros, dos quais metade alimenta os filhotes e a outra metade é descartada. Países como Noruega, Finlândia, Canadá e Austrália utilizam o colostro como suplemento alimentar e como produto medicinal.

Alceu Moreira acredita que a modificação do decreto que libera o colostro para alimentação humana poderá ser feita pelo Ministério da Agricultura até o fim do ano.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

SP tem curso de capacitação para atendimento a pacientes veganos e vegetarianos

Fonte: Ciclo Vivo
A capacitação visa atender uma demanda crescente de profissionais que recebem pacientes com dietas vegetarianas.
17 de agosto de 2016 • Atualizado às 10 : 00




A capacitação acontecerá em São Paulo, no mês de setembro. | Foto: Sociedade Vegetariana Brasileira

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) está promovendo seu primeiro curso de atualização para médicos nutrólogos, nutricionistas e estudantes a fim de capacitar os profissionais a atender pacientes vegetarianos e veganos.

A capacitação acontecerá em São Paulo, em um prédio da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) no bairro da Liberdade, nos dias 10 e 11 de setembro. Os docentes incluem o Dr. Eric Slywitch, médico nutrólogo, e Alessandra Luglio, nutricionista.

O curso foi lançado pela SVB para atender a uma demanda crescente de profissionais que têm recebido com frequência pacientes que optam pela alimentação vegetariana ou vegana. “Quem trabalha com nutrição clínica tem percebido isso. Comparando-se com dois, três anos atrás, recebemos um número muito maior de pessoas interessadas em seguir uma dieta vegetariana ou já vegetarianos em consultório. E a maioria dos profissionais não aprenderam sobre nutrição vegetariana nas suas faculdades, então se veem incapacitados de orientar adequadamente esses pacientes”, explica Alessandra Luglio, nutricionista e docente do curso.

“Na SVB nós recebemos, o tempo todo, mensagens de pessoas contando que procuraram o nutricionista ao decidir tornar-se vegetarianos e veganos, e que o nutricionista respondeu que eles precisariam consumir obrigatoriamente algum derivado animal para obter a proteína animal¨, conta Guilherme Carvalho, secretário executivo da SVB. Segundo o Dr. Eric Slywitch, médico nutrólogo e também docente do curso, “a orientação de consumir obrigatoriamente derivados animais é equivocada, uma vez que é possível obter os nutrientes sem dificuldades e ter saúde perfeita, e até melhor em muitos casos, sem consumir nada de origem animal se for essa a opção do paciente”.

Serviço:

COMO ATENDER O PACIENTE VEGETARIANO OU VEGANO
Curso para nutrólogos, nutricionistas e estudantes do último ano de nutrição
Duração: Dois dias – 16 horas
Coordenação: Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)
Inscrições
Inscrição válida apenas para o curso completo (10 e 11 de setembro). Curso destinado a nutrólogos, nutricionistas e estudantes a partir do terceiro ano dos cursos de nutrição e medicina. Vagas limitadas

Valor promocional filiados à SVB*
R$195,00

Valor para não filiados à SVB
R$300,00

Valor promocional para estudantes FMU**
R$225,00

*Obrigatória a apresentação da carteirinha da SVB no credenciamento.
**Ex-estudantes e estudantes FMU a partir do 3º ano.
Local – FMU Liberdade
Auditório Ulysses Guimarães
Endereço – Rua Taguá, 150 – Liberdade – São Paulo – SP
Informações e inscrições – cursonutricaovegetariana.com.br

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Saiba o que você está comendo: Gelatina

Fonte: PROPAGANUT

“Gelatina é uma boa opção de lanche para as crianças” e “Comer gelatina faz bem para a pele”, são duas expressões comuns, mas será que estão corretas?

Atualmente no mercado é possível encontrar uma variedade de sabores de gelatina. Várias “frutas”, sozinhas ou combinadas entre si, e em versões com açúcar ou diets estão disponíveis nas prateleiras. Entre as embalagens das marcas mais conhecidas, podemos observar a utilização de muitas cores, “bonecos de gelatina” e até de personagens de desenhos infantis, tornando este produto um atrativo para as crianças.



Vamos analisar a composição nutricional e a lista de ingredientes de uma das marcas mais famosas:


Ingredientes:

Açúcar, gelatina, sal, vitamina: A, C e E, regulador de acidez citrato de sódio, acidulante ácido fumárico, aromatizante, edulcorantes artificiais: aspartame, ciclamato de sódio, acesulfame de potássio e sacarina sódica e corantes artificiais: bordeaux s., azul brilhante fcf e tartrazina.Baixo valor energético. Contém fenilalanina. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

Primeiramente é preciso destacar o fato de que a gelatina de frutas, que muitas vezes usa imagens dessas frutas em sua embalagem, não possui NENHUMA fruta em sua composição. Esse tipo de estratégia de propaganda induz o consumidor ao erro, visto que muitas pessoas compram produtos com sabores de frutas achando que estão consumindo a fruta em si e, portanto, algo mais saudável. Mas na verdade tudo que estão ingerindo são corantes, aromatizante e tantos outros aditivos utilizados para criar a semelhança com as frutas e para melhorar o sabor desses produtos.

Observa-se que o açúcar é o primeiro ingrediente da lista, indicando que é o ingrediente presente em maior quantidade. Esta informação pode ser confirmada na tabela de composição nutricional que mostra que em cada 6,8g de produto há 4,3g de açúcar. Vale ressaltar que a porção de 6,8 é a considerada ideal, entretanto uma embalagem tradicional possui aproximadamente 5 vezes esta quantidade, ou seja 35g de gelatina e 22,1g de açúcar!

Fazendo uma análise crítica, podemos concluir que a adição das vitaminas A, C e E torna-se um atrativo para os pais, que acreditam estar oferecendo um alimento nutritivo para seus filhos. Porém é necessário que os mesmos leiam e entendam o resto da lista, a qual mostra que o produto possui vários aditivos químicos, como acidulantes, aromatizantes e corantes. É importante ressaltar também que as melhores fontes de nutrientes como as vitaminas, são as frutas e hortaliças e não alimentos industrializados com a adição desses nutrientes.

A presença desses aditivos químicos, associados ao sal, presente em terceiro lugar na lista de ingredientes, são os prováveis responsáveis pela alta quantidade de sódio do produto. Assim como no caso do açúcar, a tabela de composição nutricional mostra que cada 6,8g de produto possui 101mg de sódio, mas em 35g (correspondente a todo o conteúdo da embalagem) a pessoa consome 520mg! Quando pensamos em uma recomendação média de 2000mg de sódio, recomendação oficial da OMS para crianças (veja neste post) esse valor é equivalente a 26% do recomendado.

Entre os aditivos estão presentes também o ciclamato de sódio e a sacarina sódica, dois edulcorantes que não devem ser consumidos por gestantes. Esses ingredientes estão presentes em diversos alimentos, inclusive os lights e diets, muito procurados por gestantes que querem ganhar pouco peso nessa fase da vida, e os fabricantes não dão nenhum alerta no rótulo de seus produtos.

No que diz respeito ao colágeno, sabe-se que a quantidade dessa proteína presente na gelatina é muito pouca e que por isso o indivíduo precisa consumir grandes quantidades para ter algum benefício. Além disso, a absorção do colágeno da gelatina não é muito eficiente (veja a opinião de médicos e nutricionistas aqui e aqui).

Como discutido acima, consumir grandes quantidades dessa gelatina industrializada é sinônimo de consumir altos teores de açúcar e de aditivos químicos, ou seja, não compensa. Esse produto, assim como qualquer outra sobremesa rica em açúcar, deve ser consumido eventualmente e não como substituto de frutas e lanches no dia a dia.


Nota do Blog: Porque então gelatina é a sobremesa mais servida nos hospitais?

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Humanidade começa a viver em saldo negativo com planeta nesta segunda

'Dia da sobrecarga' de recursos naturais da Terra chega mais cedo a cada ano.
Fonte: Organic-UFRJ

POR SÉRGIO MATSUURA
08/08/2016 


Fotos de queimadas na Amazônia no fim de novembro - Floresta Nacional do Tapajós - Divulgação/Erika Berenguer


RIO - A partir desta segunda-feira, a Humanidade entra no “cheque especial” com o planeta. O orçamento anual de recursos renováveis já foi todo consumido, praticamente cinco meses antes de o ano acabar. A data, batizada como Dia de Sobrecarga da Terra, é calculada desde 2000 pela Global Footprint Network e, desde então, chega cada vez mais cedo. Para Mathis Wackernagel, cofundador e diretor executivo da ONG, isso mostra que, apesar de algumas iniciativas ambientais, como o aumento da produção de energia limpa, o padrão de consumo não sustentável vem aumentando.

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— Tudo o que nós demandamos da natureza do dia 1º de janeiro até o dia 8 de agosto equivale ao que a Terra pode renovar ao longo de um ano. Estamos comendo o bolo rápido demais — diz Wackernagel. — Se a nossa demanda do planeta continuar maior do que a Terra pode renovar, vamos ter que dar algo em troca. Não sabemos exatamente o quê ou quando, mas está claro que estamos nos colocando cada vez mais em risco.

O cálculo considera a chamada “pegada ecológica”, que mede a quantidade em área de terra e água necessária para sustentar uma população humana — em termos de recursos renováveis consumidos e absorção dos rejeitos — em relação à capacidade da biosfera de se regenerar. E essa conta não fecha. Para a manutenção da população global, com os níveis atuais de consumo, seria necessário o equivalente a 1,6 planeta.

A emissão de carbono é o principal problema. De acordo com os cálculos, ela responde por cerca de 60% da pegada ecológica global. As mudanças climáticas, antes vistas como um fenômeno futuro, já estão em marcha. Relatório divulgado semana passada pela NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, na sigla em inglês) mostra que 2015 foi o ano mais quente da História, desde o início das medições, no fim do século XIX. Outra marca importante foi que, pela primeira vez, a temperatura média global ficou 1 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.


EM DÉBITO COM A TERRA

POPULAÇÃO MUNDIAL CONSOME BENS NATURAIS MAIS CEDO A CADA ANO

Fonte: Global Footprint Network
Editoria de Arte

Para Wackernagel, a boa notícia é o Acordo Climático de Paris, concluído em dezembro do ano passado. Por mais que as medidas apresentadas sejam insuficientes para manter o aquecimento global abaixo dos 2 graus Celsius, o objetivo foi reconhecido pelos 175 países signatários, incluindo os dois maiores poluidores, EUA e China.

— Antes de Paris, manter o aquecimento em 2 graus Celsius era apenas uma ideia de alguns grupos, não um objetivo global — diz o ambientalista. — O trabalho agora é de conscientizar as pessoas. Nós vemos indicações, como o desaparecimentos das geleiras, mas não é suficiente. O turista pode visitá-las, isso não afeta a sua vida: ele volta para o hotel e janta normalmente.

Riquezas põem o Brasil em superávit

Como exemplo, Wackernagel cita o exemplo do estado americano da Califórnia, que convive com secas recorrentes, mas produz riquezas suficientes para importar recursos de outras regiões, o que torna o problema invisível para a população. No Brasil, a questão se tornou aparente com os programas de racionamento no fornecimento de água.

— São sintomas de que a saúde do planeta não vai bem — afirma Wackernagel. — Como um dos países mais ricos em recursos naturais como o Brasil viu grandes cidades com problemas de abastecimento? É algo que não poderíamos imaginar.




Engarrafamento na ponte Rio-Niterói - Pablo Jacob / Agência O Globo

Exatamente por causa das riquezas, o Brasil aparece bem no estudo. Enquanto, na média, o mundo está em déficit, o país tem superávit. Pelos cálculos, a biocapacidade per capita do brasileiro é de 9.1 hectares globais (unidade que mede a produção por hectare segundo a média de produtividade global) e o consumo, de 3.1. O saldo é de 6 hectares globais per capita, mas isso não reflete hábitos de consumo sustentáveis. Se todos os habitantes do planeta consumissem como os brasileiros, seria preciso 1,8 Terra, acima da média global.

— Bom seria se a gente consumisse menos de um planeta por ano — disse Leonardo Menezes, gerente de conteúdo do Museu do Amanhã, que promove eventos especiais sobre o Dia da Sobrecarga da Terra. — É um alerta de que o brasileiro vem aumentando o padrão de consumo. Não dá para tentar consumir como os americanos, que precisariam de 4,8 planetas.

Cada um pode contribuir com a redução da pegada ecológica. Evitar andar de carro ou dedicar um dia da semana a uma dieta vegetariana, por exemplo, já que a produção de carne é bastante poluente.

— Não é preciso uma mudança radical. O mais importante é diminuir a pegada ecológica aos poucos. Não é porque lançaram um novo modelo de celular que a pessoa precisa comprar, por exemplo — recomenda Menezes. — Mas também não adianta separar o lixo para reciclagem e ter quatro carros na garagem.
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